Acreditam
muitos companheiros que tornar-se espírita
é mudar diametralmente o
comportamento perante a vida...
Estranha metamorfose é observada nos
neóficos assim que adentram à
Doutrina e ao seu rico celeiro de
informações.
Contrariando o modo de ser e pensar,
adotam atitudes conflitantes com sua
realidade íntima.
Pensando acertar com o Mais Alto,
erram consigo mesmos.
De pessoas alegres passam a criaturas
sérias e não raro, críticas e
mal-humoradas.
De gozadores folgadões passam a
tristes figuras de olhar vazio e coração
entendiado.
De amantes do mundo saltam para a
companhia amarga da solidão,
aprisonando-se dentro da doutrina que
acreditam libertadora.
De pessoas normais passam a anormais,
pensado-se certos e renovados.
Amigos, não nos enganemos...
Espiritismo é mudança de dentro
para fora e não de fora para dentro.
De nada valem atitudes e trejeitos se
o coração vaga longe do suposto
"homem novo", como que a
buscar a antiga face, mais
verdadeira...
Fora isso, é mais uma máscara, das
muitas que já usamos no passado
quando envolvidos em outras religiões,
a prosseguir colada em nosso rosto
ocultando-nos da vida e ocultando de
nós a vida, em nosso próprio prejuízo.
Na mensagem dessa semana, André Luiz
nos orienta quanto a maneira correta
de imprimir este traço ao nosso modo
de ser e de agir, às nossas atitudes
e diretrizes...
O companheiro,
contado na estatística da Nova
Revelação, não pode viver de modo
diferente dos outros, no entanto, é
convidado pela consciência a
imprimir o traço de sua convicção
espírita em cada atitude.
Trabalha - não ao jeito
de pião consciente enrolado no
cordel da ambição desregrada,
aniquilando-se sem qualquer proveito.
Age construindo.
Estuda - não para
converter a personalidade num cabide
de condecorações acadêmicas sem
valor para a Humanidade.
Aprende servindo.
Prega - não para
premiar-se em torneios de oratória e
eloquência, transfigurando a tribuna
em altar de suposto endeusamento.
Fala edificando.
Administra - não para
ostentar-se nas galerias do poder,
sem aderir à responsabilidade que
lhe pesa nos ombros.
Dirige obedecendo.
Instrui - não para
transformar os aprendizes em
carneiros destinados à tosquia
constante, na garantia de propinas
sociais e econômicas.
Ensina exemplificando.
Redige - não para exibir
a pompa do dicionário ou render
homenagens às extravagâncias de
escritores que fazem da literatura
complicado pedestal para o incenso a
si mesmos.
Escreve enobrecendo.
Cultiva a fé - não com
o intento pretencioso de escalar o
céu teológico pelo êxtase
inoperante, na falsa idéia de que
Deus se compara a tirano amoroso,
feito de caprichos e privilégios.
Crê realizando.
O espírita
vive como vivem os outros, mas em
todas as manifestações da
existência é chamado a servir aos
outros, através da atitude.
ANDRÉ LUIZ
(Opinião Espírita, 3, edição CEC)
Que a sua
semana seja de felicidade e
realização, com Jesus!
Um grande e
fraterno abraço,
IDEAL André
Imagem
ilustrativa: "Path Way" -
Gilbert Williams
Som midi: "Morning
Side"
Formatação: Lori Santos
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