Querido amigo, seja
bem-vindo!
Paz, luz e muito amor, em todos os corações!
A exaltação das
derradeiras horas de Jesus na Terra, através da representação
ou lembrança incessante de seu martírio, costumam deixar em nossas
almas um quê de melancolia, de remorso indefinível...
Isso porque as comemorações da semana santa prodigalizam a morte,
quando sabemos que Jesus ressurgiu triunfante após o suplício,
mostrando-nos que nada termina no sepulcro...
"Por que chora?" - pergunta ele a Maria.
"Porque levaram seu corpo embora." - responde ela.
Significativo, profundo, o fato nos ensina que assim como Maria,
choramos a desencarnação dos nossos entes amados tão só porque a
morte levou-lhes o corpo embora, ignorando, qual ela fez, o triunfo da
Vida sobre as sombras passageiras da morte terrena...
Morrer não é desaparecer, é retornar para casa, para a verdadeira
Casa. e para onde mais cedo ou mais tarde também retornaremos todos
nós...
Que a morte não nos abale além da saudade compreensível, do pranto
justo da dor da separação, do carinho ausente, sabe Deus por que
tempo ainda!...
Mas que não seja revolta, desespero ou lágrimas que adoecem... Que a
desencarnação seja para nós algo maior que uma cerimônia fúnebre,
com véus escuros e lágrimas amargas.
Seja a compreensão de que a vida, para além das tramas do silêncio
repentino, ressurge sempre mais bela e mais plena, perguntando-nos por
isso mesmo, porque afinal ainda nos encontramos chorando...
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PERANTE A
DESENCARNAÇÃO
Resignar-se ante a
desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a
manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.
Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.
Dispensar aparatos,
pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se
responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e
conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o
enterramento ou a cremação.
Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.
Emitir para os
companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito,
paz e carinho, seja qual for a sua condição.
A caridade é dever para todo clima.
Proceder corretamente
nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa
desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo
inerte.
O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da
prece ou do silêncio que o ajudem refazer-se.
Desterrar de si
quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários
impróprios nos enterros a que comparecer.
A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.
Transformar o culto da
saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em
donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário,
fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam
elas pessoais ou gerais.
A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.
Ajuizar detidamente as
questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes da
desencarnação, para não experimentar choques prováveis ante
inesperadas incompreensões de parentes e companheiros.
O corpo que morre não se refaz.
Aproveitar a
oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação,
quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da
existência humana.
A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.