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Querido amigo, seja
bem-vindo!
Paz, luz e muita harmonia em todos os corações!
O Carnaval, com suas cores,
corpos e sons acabou-se.
Hora de refletirmos sobre como a festa impactou nossos sentimentos e rever
os conceitos emitidos.
Durante mais de sete dias o interesse geral centrou-se sobre a folia. Ao
ligar a tv, lá estavam as escolas em luxuosas demonstrações desse ou
daquele tema, enquanto que em cima dos carros alegóricos corpos
esculturais "vestidos" de tinta, assombravam pela beleza e
ousadia.
Normalmente o espírita, mais esclarecido na questão, quando olha para
esse tipo de demonstração de alegria popular, olha com certa censura,
com um quê de desagrado nos olhos, porque sabe que a verdadeira alegria
não consiste em fantasiar-se de penas e outros adereços e sair atrás de
atabaques frenéticos ou mesmo ensurdecedores carros elétricos, mas sim
viver a vida plenamente, aceitando o que a Providência Divina coloca em
seu caminho e transformando dias de desesperança em fortaleza de
bom-ânimo, dias de sorte em tesouros de prudência, dias de felicidade em
jardins de esperanças; tempos de sofrer em promessas de felicidade; dias
de sorrir em poder de realizar...
Mas em tempo algum o espírita transformará o dia de seu semelhante,
qualquer que seja, em dia de censurar, prejulgar, desfazer... Ao invés
disso, que sejam esses os nossos dias de demonstrar o quanto a doutrina
avançou portas adentro de nosso entendimento e, arregaçando as mangas,
trabalhemos ainda muito mais em favor de todos nossos irmãos que, em nome
da alegria, plantam aos seus pés espinheiros de difícil extirpação
porque, como nos diz André Luiz na mensagem da semana, "é assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade
real".
INDULGÊNCIA
A luz da alegria deve ser o
facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar
o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra
impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação,
ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejamos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós,
amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo
complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.
Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a
clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de
tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a conseqüência
inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de
perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos
solicitam-lhe o amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte
e frio, retrata os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor,
consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na
pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
ANDRÉ LUIZ
(Ideal Espírita, 76, CEC)
Que sua semana seja de
grandes alegrias, com Jesus!
Um grande e fraterno
abraço,
IDEAL André
Border criação: Lori.
M Santos
Imagem: Harrison
Fisher Gallery
Som Midi: Enio Morriconi "Carillon"

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