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Divulgação
Espírita
ANDRÉ LUIZ
Há companheiros que se dizem
contrários à divulgação espírita.
Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e
agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.
Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.
Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o
dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com
o devotamento que a boa semente merece do lavrador.
- O ensino exige recintos para o magistério.
O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em
sessões públicas.
- A cultura reclama publicações.
O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe
expõe os postulados.
- A arte pede representações.
O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a
grandeza.
- A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.
O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no
exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem
comum se lhe define a excelência.
Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os
instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la
e honorificá-la.
Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as
obras da codificação e instituindo uma sociedade promotora
de reuniões de palestras públicas, uma revista e uma
livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.
Mas não é só.
Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para
o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.
Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis
para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o
cristianismo através de assembléias públicas.
O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de
luz.
E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência
judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de
modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após
regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada
vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios
junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.
Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar
nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o
Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo,
é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda
escola para cumprir seu papel precisa divulgar." (Opinião Espírita, cap. 37,
CEC)
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